[ALERTA: o texto a seguir pode conter gatilhos para vítimas ou pessoas sensíveis a assuntos relacionados a abuso sexual]
Um vídeo antigo de Cleo Pires, voltou a circular nas redes sociais nesta semana e trouxe à tona um episódio doloroso de sua adolescência. Em uma entrevista concedida à jornalista Foquinha, em 2023, a atriz relembrou o impacto de um boato falso que a perseguiu quando ainda era menor de idade e envolvia sua mãe, Glória Pires, e o músico Orlando Morais, que ela considera seu pai desde os cinco anos.
"Foi muito traumático, ainda é um trauma", declarou a artista ao falar sobre as consequências da história inventada.
Na entrevista que voltou a repercutir, Cleo Pires explicou como a mentira surgiu e relembrou o vínculo afetivo que mantém com Orlando Morais, responsável por criá-la como filha desde os cinco anos de idade.
"[Teve um boato no passado] de que minha mãe tinha chegado em casa e me pegado na cama com meu pai Orlando — que não é meu pai de sangue, mas é meu pai de coração desde os cinco anos de idade, me criou como filha. Infelizmente é uma história que acontece. Pais e padrastos abusam de crianças. Acontece muito, mas esse não foi o caso."
A atriz fez questão de diferenciar a existência de casos reais de violência contra crianças da acusação inventada que atingiu sua família. Segundo ela, a história não correspondia à realidade e trouxe consequências que ultrapassaram a própria exposição pública.
© Divulgação, Revista Veja
Um dos pontos mais delicados do desabafo foi a lembrança de como o boato afetou sua adolescência. Cleo destacou que tinha apenas 14 ou 15 anos quando passou a lidar com uma narrativa que a colocava em uma situação de conotação sexual envolvendo uma figura paterna.
"Se fosse o caso, eu é que deveria falar, não alguém inventar. Inventam uma coisa que não é verdade. Eu fiquei totalmente sexualizada. Tinha 14 anos, 15."
A declaração chama atenção para o impacto da divulgação de histórias falsas sobre pessoas ainda menores de idade, especialmente quando envolvem acusações graves e relações familiares.
Ao relembrar o episódio, a artista ressaltou que a invenção ultrapassou os limites de sua própria intimidade e atingiu diretamente alguém que sempre teve um papel importante em sua vida.
© Reprodução/TV Globo
Além de falar sobre a própria experiência, Cleo Pires destacou o sofrimento causado a Orlando Morais, que acabou associado publicamente a um rótulo extremamente grave por causa de uma história que, segundo ela, nunca aconteceu.
"Ele ficou com o rótulo de pedófilo, um cara que é meu pai, que eu amo. Não! Eu não quero vê-lo nesse lugar, então foi muito difícil. Foi muito traumático, ainda é um trauma."
O relato evidencia como a atriz também precisou lidar com as consequências de ver uma pessoa que ama ser alvo de uma acusação falsa. Para ela, o episódio permanece como uma lembrança dolorosa, mesmo tantos anos depois.
A repercussão do vídeo reacendeu a discussão sobre o boato que acompanhou Cleo desde a adolescência e sobre a exposição de sua relação familiar.
© AGNews
Na mesma entrevista, a atriz comentou o estranhamento de parte do público diante do fato de chamar Orlando Morais de pai, apesar de ele não ser seu pai biológico.
"Não sei por que se tornou uma polêmica. Quanto mais eu tento entender, mais eu me torno alguém que pensaria esse tipo de coisa, e eu não quero ser essa pessoa. Então, prefiro não entender."
A ligação entre os dois foi construída ao longo da infância de Cleo, que considera o músico seu pai de coração desde os cinco anos. A relação também se insere na história familiar da atriz, que teve um período de distanciamento do pai biológico, o cantor Fábio Jr.
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Atualmente, Cleo Pires mantém uma boa relação com Fábio Jr., após um processo de reaproximação. Ao revisitar o episódio, a atriz reforçou que o vínculo com Orlando Morais é de pai e filha e lamentou que uma mentira tenha marcado sua adolescência e atingido alguém tão importante em sua vida.